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Simplificando o Bullying

Pesquisa recente proposta pela FEBRABAN/IPESPE demonstrou que o ambiente escolar é o local onde o bullying ocorre com mais frequência, com 63% dos entrevistados mencionando a escola como primeira resposta.

A partir de hoje, iremos iniciar uma nova série no blog. Falaremos sobre o bullying, suas características e derivações. Também vamos desmistificar e simplificar alguns conceitos sobre o tema.

Quando falamos em bullying, há diversas controvérsias sobre o tema. Alguns consideram “mimimi” da geração atual, outros consideram o tema irrelevante no desenvolvimento das crianças, há também os que não sabem de fato o que o termo “bullying” representa, e por fim, muitos que se demonstram preocupados com as consequências. 

O bullying, palavra inglês derivada do termo “bully” que significa a representação de alguém “valentão”, “brutal” ou “cruel”, foi introduzido por volta da década de 70 à comunidade acadêmica, pelo então pioneiro em pesquisas referente ao tema, o psicólogo sueco-norueguês Dan Olweus.

 

Ele significa a intimidação sistemática de um autor (o bully) a um alvo específico, de forma intencional e repetitiva. Por muitas vezes, é consolidado com auxílio de um espectador, que ou silencia ao ver a atitude, ou reforça a mesma com risadas e provocações.

Por muitos anos o tema foi levado como desnecessário, visto como um problema distante dos âmbitos da educação. Contudo, uma pesquisa recente proposta pela FEBRABAN/IPESPE demonstrou que o ambiente escolar é o local onde o bullying ocorre com mais frequência, com 63% dos entrevistados mencionando a escola como primeira resposta. 

Nessa mesma pesquisa, também foi demonstrado que a sociedade tem se posicionado muito preocupada com o tema (65%). Outros 16% se mostraram preocupados, enquanto 17% responderam que o nível de preocupação quanto ao bullying no cotidiano de seus familiares é baixo. Ainda sobre a pesquisa, para 66% das pessoas entrevistadas, as principais consequências decorrentes do bullying são os problemas psicológicos como insegurança, ansiedade, distúrbios alimentares, depressão e suicídio. 

Hoje, através da Lei de nº 13.185 , denominada “Programa de Combate à Intimidação Sistemática (Bullying)”, sancionada pela então presidente Dilma Rousseff, no dia 6 de novembro de 2015, busca-se demonstrar a sociedade as caracterizações do bullying, como os ataques físicos, os insultos pessoais, os comentários sistemáticos e apelidos pejorativos, as ameaças, os grafites depreciativos, as expressões preconceituosas, o isolamento social consciente e premeditado e as pilhérias (piadas pejorativas).   

Portanto, com esse breve resumo podemos perceber que o bullying é um dos temas sensíveis que estão figurados no ambiente escolar. Nas próximas postagens, iremos detalhar os tipos de bullying, suas principais características e também suas principais consequências.  

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